Terça-feira, 14 de Julho de 2009

14 de julho


Estou de volta. A data não poderia ser melhor: 14 de julho, a festa nacional francesa, dia da queda da Bastilha, data tão significativa para a criação da República Democratica Francesa. Liberté, Equalité, Fraternité. Eu que sempre fui apaixonada pelo país, sua história, sua língua e sua cultura me vejo cada vez mais envolvida com tudo o que diz respeito a ele, e vivo uma situação bem coerente com a máxima de que nós de fato atraímos o que pensamos. E neste ano da França no Brasil não faltam referências, eventos, causos e acontecimentos. No último domingo, por exemplo, participei da 1º Corrida e Caminhada pela Inclusão Social , organizada pela Câmara de Comércio França Brasil, que arrecadou verba para a Fundação Gol de Letra do ex-jogador Raí (que estava lá.... espetáculo...) e o Projeto Arrastão. Sim, acreditem, corri 7 quilômetros e meio. Na verdade, corri e andei, mas completei a prova correndo, isso é o que vale. Estou toda dolorida já que o sedentarismo total e absoluto era a palavra de ordem ultimamente, mas é uma dor de vitória e agora estou animada a correr regularmente. 14 de julho... E pensar que há 7 anos, em 14 de julho de 2002 estava em Toulouse, em um lindo dia de verão, tomando vinho barato de supermercado (que era delicioso) e vendo os fogos de artifício às margens do Rio Garonne. Hoje vejo fogos de artifício só em fechar os olhos.


Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Dios mio! 3 - Paraíso do Vintage

Com esse post fecho a série de recomendações de Buenos Aires. Para quem ama coisinhas vintage, tanto acessórios, roupas, bijouxs e decoração, a feirinha de San Telmo é o paraíso, sem sombra de dúvidas. Tem muita coisa legal, desde um telefone do início do século XX que vai funcionar na sua sala, até bolsinhas de festa da década de 40, passando por revistas femininas também do tempo do onça e por falar em onça, casacos de pele de outros Carnavais. Tá, pra falar a verdade desse último item aí tenho nojinho, não usaria roupas usadas por alguém desconhecido, mas quem não tem esses pudores vai se divertir muito por lá, tem vários achados. Quando passeei por lá, fazia uma tarde de sol delícia, sabe aquele solzinho de inverno acolhedor? Todo o bairro tem uma aura antiga muito interessante, charmosa sem ser nostálgica. Mas o casarão (ruínas, na verdade) da família Ezeiza (ziliardários, dão o nome ao aeroporto da cidade), que é um ponto turístico também, é de arrepiar. Juro que senti umas ghost vibes... Rs Mas, enfim, tudo é festa na cidade portenha: comida, compras, história, literatura. Amei, amei, amei e pretendo voltar em breve.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Dios mio! 2



Bs.As. é a terra prometida para meninas que gostam do visual bourgeois bohème, vulgo boho. Couro, franjas, batas estampadas, acessórios com carinha de coisa antiga, é o que mais se encontram em duas lojas que eu pessoalmente amei de paixão: Rapsódia http://www.rapsodia.com.ar/ e Las Pepas http://www.laspepas.com.ar/. Ambas tem um quê de romantismo e boemia com uma pitada rock´n´roll na medida. As batas e calças jeans da Rapsodia são imbatíveis e as jaquetinhas de couro, sapatos e bolsas da Las Pepas são mais carinhas do que a média, mas lindas, lindas de morrer. As fotos acima são do look book de invierno da LP. Para chicas guapaaas! Para completar, acessórios da Folk (o nome é bem apropriado), que tem em tooodos os shoppings (Patio Bullrich, Alto Palermo, Galerias Pacifico), é a "Acessorize" argentina, badulaquinhos lindos.

Dios mio!

Buenos Aires é demais! Fiz os programinhas turísticos e enlouqueci nas lojas de moda, acessórios e decoração. Uma muuuito fofa de bugigangas, mimos, trecos e regalitos é a Pink Elephant, na Recoleta, Calle Arenales 1170. http://www.pink-elephant.com.ar/ No site não dá pra ver os produtos, mas vale muito a visita, é de pirar. A livraria Ateneo (tem várias na cidade) é parada obrigatória. Lá comprei livrinhos da Mafalda, os quadrinhos mais famosos da Argentina. Ela é genial, estava lendo ontem à noite, morro de dar risada. Vou postando aos poucos o que mais gostei por lá (lojas, restaurantes e cultura), mas por hora já posso dizer que ameeei. Povo bonito, bem educado, inteligente, politizado... E tudo lindo, limpo, arquitetura europeia, maravilhoso. Não é a toa que se habla "mi Buenos Aires querida".

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Buenas

Um post por semana, que vergonha... O pós-feriado virá mais aceleradinho, prometo. Embarco hoje para Buenos Aires e vou conferir de perto se é mesmo a cidade mais europeia da America Latina. No roteiro estão programas básicos como passeios na Recoleta, San Telmo, Florida, Caminito, Puerto Madero, visitar o museu Malba, assistir a um tradicional show de tango, provar o famoso brunch do Alvear e si, si, compritas! Couro e roupas de frio são campeãs. E 1 peso vale 1,70 real! Muy bueno...

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Givenchy

Fui hoje à segunda edição da Confraria do Luxo, evento da Givenchy, que rolou na loja Arte Cristallo, que exibia liiiiiiiindos lustres de cristais Swarowski. Segundo Marus Bari, representante da Givenchy Beautè et Parfums, a parceria não poderia ser melhor para lançar a edição comemorativa de Ange ou Demon, que trará cristais podeeeeer nos frascos. Tudo a ver com a ascendência aristocrática de Monsieur Hubert de Givenchy. Infelizmente não cheguei a tempo de ouvir a palestra do João Braga, mas pude conferir de perto os produtinhos da marca, que são hours concours, como o já badaladinho rímel do "ouriço", o Phenomeyes e me encantei com o efeito do corretivo mister Light, apaga toda olheira e dá mesmo uma iluminada no olhar. Já tá na listinha do must buy do freeshop... Luxo, amei.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Friozinho bom


Junho chegando, a temporada de inverno de Campos do Jordão já começou. Vou pra lá esse findi e to até com medinho do frio, porque aqui em São Paulo já tá um gelo... Nada muda muito, todo ano é basicamente a mesma coisa, mas tudo é uma delícia, uma viagem tradicional e quase obrigatória de inverno para os paulistas. Segue um roteirinho do must visit de quem vai subir a montanha. Restaurante Confraria do Sabor é um clássico, comida de inverno deliciosa, tipo ossobuco de cordeiro com risoto de açafrão e fondues mil.... O Baronesa Von Leithner fica a uns 15 minutos do centrinho mas vale super a pena o deslocamento. No landscape vê-se um pôr-do-sol mágico, com a Pedra do Baú ao fundo. Isso sem falar do menu de cafés, chocolates, drinks e dos quitutes e doces, perdição. A praçinha de Capivari concentra o buxixo e tomar alguma coisinha no Baden Baden tb é clássico. Mas o imperdível mesmo dessa temporada é o Festival de Inverno de música erudita. Vão rolar 45 concertos, de 4 a 26 de julho, com vários músicos internacionais e orquestras como a OSESP. Fino. Detalhe que é comemoração dos 40 anos do festival, homenagem o maestro brasileiro Heitor Villa Lobos, falecido há cinco décadas, e ainda integra o calendário cultural do Ano da França no Brasil, com apresentação de solistas e grupos franceses. Pretendo voltar em julho para assistir pelo menos um dos concertos, que vão ser maravilhosos....

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

No padrão


A fofa da Nádia Tamanaha, minha amiga também jornalista (que trabalha na Boa Forma, da Editora Abril) meio que solucionou o mistério do post abaixo. Nos contou em primeira mão que uma repórter da Elle entrevistou Scott Schuman e tirou do moço a declaração nada lisonjeira de que a moda brasileira não tem criatividade. (!!!!) .......... (espaço para reflexão)

E cá entre nós, ele tá errado? Cara, num tá! A brasileira tem o péssimo habito da padronização. Do cabelo à sapatilha, tudo tem que ser dentro de uma determinada expectativa que é o que tá rolando, o que (todas) as outras mulheres estão usando. Há um medo, quase um pânico, de ser diferente. Quando o legal da moda é justamente a possibilidade de se diferenciar, de ser única. Entrevistei para uma matéria de comportamento uma garota super charmosa, francesa, que mora no Brasil há 4 anos e conversamos bastante sobre a diferença entre as brasileiras e europeias. O cabelo dela, de um curto bem cortado e feminino, parece se integrar à sua personalidade. As brasileiras tem apego ao cabelão e há as que não cortam mais de dois dedos nem por decreto federal, mesmo que um corte mais ousado venha a valorizar seu rosto e até a deixe mais bonita. Um cabelereiro francês amigo dela passou aqui uma temporada e voltou dizendo que jamais conseguiria trabalhar aqui, onde só ouviu o clássico "não vai cortar demais, hein?". Sobre as roupas, ok que lá até as fast-fashion são de fato baratas e pode-se encontrar peças de bom corte, caimento e acabamento. E há os novos designers que estão sempre dando um sopro de novidade às ruas, a preços acessíveis. Não é necessário ser milionária para ter um visual bacana e impecável.
Mas aqui o buraco é mais embaixo! Porque mesmo as ziliardárias não arriscam um milímetro além da fórmula que já conhecem como a certa. Padrão. Absolutamente padrão. Parecem que sairam de uma linha de produção fashion, vem lindas, porem semi-uniformizadas. Até se jogam em algumas tendências, como a boyfriend, a perfecto, as ankle boots, essas modinhas até que pegam bem (até demais, as pérolas que o digam), mas ainda assim vem sem um toque individual, sem o quê de originalidade que o Mr. Sartorialist gosta de retratar. É polêmico, mas concordo sem medo de represálias. E vcs, o que acham?
DETALHE: a passagem dele pelo Rio de Janeiro rendeu bem mais posts.... O "problema" é paulistano?